Editorial - Edição 191 - Julho 2022.



Editorial - Edição 191 - Julho de 2022





por Ieda Thomé.





É verdade que as mulheres, sejam elas brancas, pretas, amarelas ou vermelhas, precisam continuar assegurando os direitos que tanto lutaram para conseguir.

É triste quando vemos o homem bater em uma mulher pelo simples fato de que ela seja mulher! Proibir a entrada da mulher em algum lugar porque é mulher... Mas, quando o assunto é aborto, aí a coisa pega.

Então, a mulher tem direito a decidir o que fazer com o seu próprio corpo, claro! Mas, existem tantos contraceptivos que podem prevenir uma gravidez indesejada, por que não os usar? Em vez de passar pelo perigo que é o aborto?

No caso da pré-adolescente de 11 anos que foi estuprada não sei se foi a decisão certa prolongar a gestação até dar a chance do feto de sobrevivência para depois doar a pais adotivos. Porém, pelo menos, permitiu que esta pré-adolescente tivesse oportunidade de mais tarde ter seus próprios filhos, se desejar.

O que, muitas vezes, não ocorre com quem pratica o aborto, pois ou a pessoa morre durante o ato ou pode ficar aleijada para o resto da vida. Vamos lutar por nossos direitos, sim! Queremos ter voz! Queremos ter todos os direitos que já adquirimos e mais alguns, sem perder a ternura, como já dizia Che Guevara!

O movimento feminista foi um ato importante na luta contra a ditadura militar e, a partir da Constituição de 1988, fez da igualdade entre homens e mulheres uma cláusula pétrea. O Brasil entrou em sincronia com boa parte do mundo em relação aos direitos das mulheres. O país, no entanto, ainda não enfrentou a questão do aborto, que continua ilegal (com algumas exceções) e, apesar de leis como a Maria da Penha (2006), a violência contra a mulher continua sendo um grave problema.

Nos últimos anos, o feminismo provocou uma reação conservadora e se tornou um dos temas centrais da atual polarização.

No Brasil, as mulheres sempre foram renegadas para o papel de donas de casa, mães e cozinheiras. Com a Constituição de 1988, a isonomia das mulheres no mercado se tornou totalmente firmada pela lei. Desde então, milhões de mulheres abandonaram os lares e partiram para as indústrias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 54,5% das mulheres brasileiras integram a força de trabalho do país, 15% a mais do que a porcentagem mundial.

Por mais que a história revele diversas conquistas femininas no mercado, ainda existem muitos desafios e problemas a serem ultrapassados.

Um dos atos de descriminação mais comuns é quando um empregador escolhe não contratar mulheres em sua empresa ou apenas contratá-las para salários mais baixos. Isso acontece, por exemplo, quando um empregador se recusa a contratar mulheres em cargos denominados ‘masculinos’, como vagas de liderança e de trabalhos manuais.

O assédio moral e sexual também é um grande problema dentro do mercado. De acordo com o Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva, 76% das mulheres reconhecem já terem sofrido um episódio de violência no ambiente onde trabalham.

Confira nesta edição as principais conquistas das mulheres ao longo da história.