Cantinho da Poesia - Edição de Novembro de 2022.
- Direto da Redação
- 27 de out. de 2022
- 3 min de leitura

Por Ana Paula Soeiro.
Cantinho da Poesia - Edição de n de 2022.
Na edição deste mês confira a participação dos poetas:
1- Claudio Miranda - Rio de Janeiro/RJ. 2- Claudio Trindade - Três Passos/RS. 3- Diana Balis- Rio de Janeiro/RJ. 4- Jorge Cosendey - Rio de Janeiro/RJ. 5- Lírian Tabosa - Fortaleza/CE. 6- Noemia Santos - São Paulo/SP. 7- Regina Rodrigues - Rio de Janeiro/RJ. 8- Sol Dantas - rio de Janeiro/RJ.

Poeta Cláudio Miranda.
Espada Desembainhada
Não me venhas com sua espada desembainhada.
Não me corte com palavras afiadas.
Deixe viva a minha ilusão.
Erga seus olhos e veja que esse homem à sua frente,
Só é feliz e vive contente, porque pensa ser amado.
Me deixe ficar ao seu lado com a certeza que és minha, pois eu sou seu.
Não me venha com sua espada desembainhada.
Não me corte com palavras afiadas, deixe viva minha ilusão.
A ilusão que sou amado e que é meu o seu coração.

Poeta Claudio Trindade.
Mão Dupla
Sentimento positivo
Vasto leque
Pessoas, por suas ações
Entidades pela admiração e consideração
Para ganhar respeito
Devo mostrá-lo
Auto respeito, como sou,
Penso, compreendo,...
Ouvir, para ser ouvido
Escutar com atenção
Ser sincero, falar a verdade
Aprender com os mais velhos
Olhar para trás
Autorrespeito primeira referência
Rever impressões
Ver o que não está óbvio
Sentimento profundo
Sem ofensas ato infame
Insultos, agressão verbal...
Respeito é a base
Respeite para ser respeitado
Havendo confiança, amizade
Teremos respeito
É bom, faz bem, todos gostam...
Respeitar a tudo e todos
Opções diversas
Ações e pontos de vistas
Atos diversificados
Tratar o outro com atenção
consideração
Estimar ao próximo
Saudar a todos
Está em nossa formação
Nossa casa, nosso respeito
Quer receber...
Faça ao outro
Respeito gera empatia,
gratidão, gentileza
O meu conhecer
É a base de tudo
Tudo que dou, volta
Ação de mão dupla
É a chave, gratuita
As escolhas são individuais
Respeito, é bom...

Poetisa Diana Balis.
Livre
Um voo
O grito
Desenho de espécies raras.
Um coro
A vela
Sopro de ar na canção.
O vento
À tarde
Desterro de imagens.
O gosto
Há sabor
Debulhados os trigos.
Mais uma tarde arde rara, na canção de imagens, os trigos voam!

Poeta Jorge Cosendey.
Quadriênio
A visão que tenho da urna escura
É uma enorme insatisfação de novo
Que no porvir a quem de certo apura
A vontade plena da liberdade do povo
Acreditar pode ser um ledo engano
Quando a escolha se torna tomento
Há se aprender e aplicar novo plano
E sempre chega a força do momento
A verdade é lúcida e sempre vem à tona
Perdoar é a máxima mimese à vingança
Onde as meras palavras ecoam na lona
A fuga da responsabilidade na andança
O fim do ciclo evidente à democracia
A mudança necessária à nova vida
É lícito, é lúcido, é liquidez e alegria
A nação que se vigora firme e refletida

Poetisa Lirian Tabosa.
Amor Entre Letras
Vogais
Que amam as consoantes,
Vão se unindo alegres,
Palavras formando.
A, E, I, O, U, unidas
Ditongo ou tritongo fazem,
Conforme a boca em movimento,
Crescente ou decrescente sai
E separadas são hi-a-tos
Na sa-ú-de e até no sa-bi-á.
Não há palavra sem vogal,
O amor entre elas é muito grande,
Nos dando exemplo e lição
Pedindo a todos nós,
Um ser vogal e outro, com – soantes.

Poetisa Noemia Santos.
Gotas de Prata
Apesar do alaranjado fim de tarde, pessoas passeiam despreocupadas.
De repente, aquelas pessoas começaram a correr assustadas pela violência dos ventos, em busca de abrigos.
Longínquos trovões e as aflições das árvores vergam-se assustadas com estampidos e relâmpagos naquela tarde...
A claridade ilumina as nuvens, do céu começaram a descer gotas de prata.
É chuva! Do céu, a chuva torrencialmente toca o solo.
Pessoas continuam a correr em busca de abrigos. É chuva.
Do solo sobe um cheiro de terra molhada.
Entristecido, o céu chora, a natureza também.
Nessa hora em que a natureza entristecida chora.
Pela poluição e pelas queimadas nas nossas matas.
A chuva passou, o que restou?
Uma gotinha de orvalho na pétala da flor.

Poetisa Regina Rodrigues.
Dançar
Dançar é terapêutico,
É um bálsamo,
É mágico!
Quando danço com música suave,
Minha alma fica leve,
Como se estivesse numa nave.
Quando meu par é um parceiro de bamba,
Prefiro dançar um samba.
Que me embala e me agita,
Esqueço até dos problemas da vida.
Às vezes são tantos leros e leros;
Que prefiro dançar uns boleros.
Decidi viver a vida em movimento,
E deixar de lado qualquer tipo de lamento.
A vida pode até me fazer chorar,
Mas sei que lágrimas em sorrisos,
Podem se transformar.
Então por que não dançar?

Poetisa Sol Dantas.
Mudança
É... Tudo muda,
Até uma planta
Que começa como uma pequena muda,
Cresce, desabrocha...Muda!
Todos também mudam,
Eles mudam...
Ela muda...
Você, muda...
E eu?
Mudo...
Então,muda!
Não muda de calar-se,
Mas a nítida mudança que grita,
É tão óbvia...
Sim! Está claramente definida,
Ela fala... Não é muda,
Mas...Muda!
Tão fácil assumir que há sim mudança,
Essa mesma que hoje me deixa descontente
Tá sim...Diferente!
Não sei se foi o olhar que ficou vago
Ou o sorriso que de brilhante ficou opaco,
Não sei se a Amizade que era quente
Agora esfriou...Congelou,
Findou.
Eu ingênua não percebi,
Onde havia reticências de Amizade Infinita,
Hoje há um ponto,
Esse ponto que finda!
Mudou...
Mudança dói.
Às vezes é melhor se fazer de cega
Ou calar-se...Ficar muda,
Diante dessa fria mudança sua!
Já sei...Vai dizer que também mudei,
Vou confirmar...Mudei sim!
Mudança essa, a qual fui obrigada
Afinal...Se mudaste comigo,
Vejo-me obrigada a fazer o mesmo contigo.
Essa metamorfose machuca, mas foi preciso
Pois quem muda comigo não ver
Ou põe vendas para não perceber
Tamanha dor que sinto.
Dor de uma gritante mudança que silencia
E causa distância... Você de mim se distancia.
É... Realmente, tudo muda,
Eu mudo...
Fico muda!
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