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Dor de Onze de Setembro.

  • 12 de set. de 2022
  • 1 min de leitura








Por Marcelo de Oliveira Souza.






Dor de Onze de Setembro


Lá de cima, no céu vem aquele imenso clarão

Acompanhado de um grande trovão

Colocando em desespero a população,

O povo correndo em comoção

Gritos de horror, salvem a multidão!


Tá tudo caindo, o mundo se destruindo

Terremoto se esvaindo

A torre se diluindo...

Aquele arranha céu lindo !


Agredido por monstros alados.

O fio dos desesperados

Pobres coitados !


Dentro dos dois paus gigantes viraram nada !

Esse nada que hoje é tudo

Que sobrou do fim do mundo...


A torre de babel bendita

Caiu na armadilha maldita,

Deixando como herança setembrina

Mais um exemplo que alucina...


A dor cravada no peito

Não cessou direito

E todo ano tem o mesmo efeito

De quem morre, sofre e carrega para sempre

A dor do luto no peito...



Marcelo de Oliveira Souza,IwA

2x. Dr Honóris Causa em Literatura

Instagram: marceloescritor


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